Home Data de criação : 08/07/08 Última atualização : 14/04/13 16:14 / 208 Artigos publicados

Técnicas de Sobrevivência - Ataque  escrito em sexta 18 julho 2008 02:42

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Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Técnicas de Sobrevivência - Ataque

Os animais predadores para obterem êxito na captura de suas ágeis presas desenvolveram eficientes técnicas de sobrevivência. Essas espécies ao invés de saírem ao encalço de suas vítimas, preferem atraí-las com irresistíveis engodos. Saiba quem são eles a partir de agora!

Entre os inúmeros “espertalhões” do reino animal que para se alimentar enganam suas presas com falsas iscas, está o peixe-pescador (Lophius piscatorius). Esse grande peixe que pode atingir 2 metros de comprimento passa a maior parte de seu tempo imóvel e vigilante no fundo do mar, porém, ao sentir fome utiliza sua barbatana dorsal transformada num tipo de “filamento pescador” para atrair peixes incautos. Sua técnica consiste em, camuflado, oscilar levemente sua “vara de pesca” de um lado para outro, levando os peixes a acreditarem que estão vendo uma saborosa larva ou algum crustáceo, os quais ao se aproximarem acabam abocanhados pelo traiçoeiro assassino. A espécie é tão voraz, que não hesita em atacar aves marinhas quando elas mergulham para capturarem algum peixe, ou simplesmente quando repousam na superfície da água. O peixe-pescador habita uma faixa do oceano Atlântico que se estende da Noruega ao norte da África. Também é encontrado no mar Mediterrâneo e no mar Negro.    

Outro predador dos mares que banca o espertalhão é o peixe-sapo (Phrynelox tridens). Ele, assim como o peixe-pescador, também possui uma vara de pesca própria com a qual atrai distraídas vítimas. Contudo, esse predador tem uma maneira diferente de oscilar o seu “filamento pescador” fazendo-o descrever um movimento em forma de 8. Aí, quando sua presa chega bem perto ele dá um salto e a engole.  

Nos rios turvos da América do Norte vive outro grande predador que adora enganar suas vítimas, trata-se da tartaruga-mordedora (Chelydra serpentina). Com mais de 1 metro de comprimento e pesando mais de 100 kg, esses quelônios são um tanto quanto vagarosos para perseguirem suas presas sem que elas passem demasiadamente perto. Por isso, eles desenvolveram dois métodos nada cansativos para obterem alimento. O primeiro truque consiste em ficar de tocaia no fundo da água, camuflados pelas algas que lhe aderem à carapaça, e escancarar a boca, evidenciando e movendo a estranha língua que mais se assemelha a um apetitoso verme de tom avermelhado. O chamariz não demora a atrair peixes que ao se aproximarem na tentativa de saborear um fácil petisco, acabam apanhados pelos répteis. Já o segundo truque das tartarugas-mordedoras é o de se deixarem levar pela correnteza, enquanto flutuam no rio. Desse jeito, sem esboçar qualquer esforço as predadoras podem colidir com alguma ave aquática, que é então capturada e devorada. (foto)

Como utilizar truques de caça é um meio eficaz de se conseguir alimento sem que se tenha que gastar grande quantidade de energia, várias espécies de répteis o utilizam. Dentre esses animais de sangue frio, algumas espécies de cobras como a víbora-cabeça-de-bronze e a jararaca-pintada ou jararaca-de-rabo-branco (Bothrops neuwiedii), astutamente desenvolveram na extremidade de suas respectivas caudas uma coloração amarelo-brilhante, que agitam para chamar a atenção de suas presas enquanto armam o bote para apanhá-las.  

No fantástico mundo dos mini-bichos também são comuns os ataques por meio de engodos. Bons exemplos disso são as aranhas-caranguejo (família Thomisidae), que se mimetizam nas flores e aguardam pacientemente que insetos polinizadores aterrissem para a morte. Quando um inseto aterrissa numa dessas flores, a aranha rapidamente o agarra e injeta-lhe veneno. Também existem espécies de aranhas-caranguejos que atraem presas utilizando armas químicas; imitam certos feromônios que atraem insetos machos para a armadilha.  Enquanto que outras se disfarçam de excrementos de passarinhos por sobre as folhas, despertando a atenção de moscas que ao pousarem sobre as falsas feses acabam capturadas.  

Além da aranha-caranguejo, o louva-a-deus-orquídea (Hymenopus coronatus) é outro mestre na arte do engodo. Esse inseto é capaz de se camuflar perfeitamente nessas lindas flores, nas quais aguarda que algum inseto pouse ou passe próximo, para distender com grande velocidade suas mortais patas dianteiras e agarrar a presa.

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

 

 

 

 

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1 comentário(s)

  • Clarminda

    Sáb 21 Set 2013 19:05

    o texto é otimo


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