Home Data de criação : 08/07/08 Última atualização : 14/09/28 21:12 / 215 Artigos publicados

Falsos Voadores - Lagartixa-voadora  escrito em quinta 12 março 2009 06:59

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Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Falsos Voadores - Lagartixa-voadora

As lagartixas-voadoras são totalmente adaptadas a vida nas árvores. Possuem visão e audição excelentes que as ajudam a encontrarem suas presas; além disso, seus padrões de coloração as mimetizam perfeitamente por entre os galhos (A). Assim como outros integrantes do seleto grupo dos falsos voadores, esses gecos planam deslizando por curtos espaços por entre os ramos, graças, a membranas de peles que localizadas em pontos estratégicos do corpo, atuam como pára-quedas (B). Tal como as lagartixas-comuns (C), as osgas-orladas conseguem aderir às superfícies com tanta força que praticamente é impossível removê-las de vidraças sem quebrar os vidros.

As lagartixas de um modo geral são cheias de excentricidades. Todos, certamente, já devem ter observado sua admirável capacidade de “ver” o modo na vertical, graças, a eletricidade estática que faz com que se fixem em qualquer tipo de superfície por mais escorregadia que está seja. Ou ainda, a forma com que desprendem a cauda em um determinado ponto de ruptura - deixando seus predadores entretidos com a mesma que ainda por algum tempo se mexe por causa da contração dos músculos -, enquanto que o réptil escapa ileso; depois a cauda se regenera. Contudo, a maior esquisitice é, sem dúvida, protagonizada pela lagartixa-voadora (Ptychozoon kuhli), também chamada de geco-de-kuhl, osga-voadora ou osga-orlada. Na realidade essa lagartixa de cerca de 10 cm de comprimento não voa de verdade, mas plana.

Sua habilidade acrobática só é possível devido à existência de abas de pele grossa nos lados do corpo e do rabo as quais se abrem como asas. Dessa forma, o corpo da lagartixa-voadora fica mais chato e largo, fazendo-a cair lentamente; assim como se estivesse saltando de pára-quedas. Seu débil “vôo” (que, quando muito, têm uma inclinação de 45°), é direcionado pelas membranas de pele das patas que quando abertas o máximo possível mantém o destino desejado.

A espécie, essencialmente arborícola, alimenta-se de insetos. Possui coloração formada por pintas que a confunde com as folhas e galhos. Elas botam de um a dois ovos com cascas moles e viscosas, e os escondem sob as cascas das árvores até que endureçam. Meses depois, as pequeninas lagartixas, já desenvolvidas, quebram o ovo usando a ponta do focinho.  Curiosamente o geco-de-kuhl se fixa a superfícies com tanta força que é praticamente impossível removê-lo de uma vidraça sem quebrar o vidro. Isso acontece porque cada dedo tem uma proteção achatada coberta de escamas, com milhares de pêlos microscópicos “penteados” para trás. Quando o geco pressiona o pé sobre uma superfície, os pêlos aderem às fendas, como se fossem colados. Isso que é uma aderência nota 10!

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

 

 

 

 

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