Home Data de criação : 08/07/08 Última atualização : 15/06/05 20:51 / 234 Artigos publicados

Ágeis ao Extremo - Leopardo-nebuloso  escrito em sexta 05 junho 2015 20:45

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Ágeis ao Extremo - Leopardo-nebuloso

O belo leopardo-nebuloso “sente na pele” o risco iminente da extinção (A). Isso porque a espécie corre sério risco de desaparecer por causa da caça clandestina imposta pelos mercadores de pele ilegais. Esse incrível felídeo é o que possui os maiores dentes caninos em termos de proporção se comparado a todos os outros gatos (B).

O leopardo-nebuloso ou pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa) é um lindo felino de pelagem com desenhos em elipses margeadas em preto que enfrenta literalmente “na pele” o risco da extinção. A espécie está ameaçada pela destruição de seu habitat natural e pela caça clandestina para abastecer o mercado negro de peles. Sabe-se que a tradicional medicina chinesa também é responsável pelo declínio da população desse carnívoro, já que muitos leopardos acabam mortos pelo fato de se acreditar que seus ossos sejam capazes de curar certas moléstias. Também em requintados restaurantes da Tailândia e da China, a carne do leopardo é servida para turistas ricos que buscam pratos exóticos. Infelizmente péssimo gosto o deles...

Essa incrível pantera chega a medir até 1,06 m de comprimento com mais uns 5591 cm de comprimento da cauda. Já seu peso pode variar entre 1623 kg. Proporcionalmente, o leopardo-nebuloso é o felino que têm os maiores dentes caninos.

Sua área de distribuição se estende pelo Sudeste Asiático, sendo encontrado nas florestas e planícies do Nepal, Índia, Bangladesh, Vietnã, Laos, Butão, Camboja, Mianmar, Tailândia, Malásia, China, Bornéu e Sumatra. No Himalaia sua presença foi registrada entre os 2.5003.000 metros de altitude.

O leopardo-nebuloso se alimenta de uma grande diversidade de presas, dentre elas: macacos, aves, esquilos-terrestres, porcos-espinho, cervos, lóris e pangolins. No momento da caçada a morfologia do felídeo o ajuda, e muito! Suas patas largas e as pernas robustas o fazem um exímio caçador arborícola, capaz de apanhar animais que são extremamente ágeis por entre os galhos.  Sua agilidade é tamanha que ele consegue perseguir a presa descendo dos troncos com a cabeça projetada para frente (assim como o fazem os verdadeiros mamíferos arborícolas). 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem


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Ágeis ao Extremo - Caracal  escrito em domingo 24 maio 2015 11:47

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Caracal em aproximação furtiva.

O caracal ou lince-do-deserto (Caracal caracal) é um elegantíssimo pequeno felídeo que tem por característica um longo tufo preto na extremidade das orelhas. Ele é também um dos mais ágeis predadores do mundo natural, capaz de apanhar pássaros em pleno vôo golpeando-os com suas grandes patas. A espécie se alimenta principalmente de lebres, pequenos roedores e aves, mas não desperdiça a chance de capturar macacos, pequenos antílopes, serpentes e até mesmo cegonhas apanhando-as com incrível destreza antes que essas tenham a oportunidade de ganhar altura na frenética tentativa de escapar. Para esse feito o felino é capaz de dar saltos de 3 metros de altura.

A espécie é encontrada principalmente em zonas desérticas. Porém, também é avistada em outros habitats, como florestas, savanas e regiões arbustivas. Sua imensa área de distribuição se estende pela Península Arábica, sudoeste e centro da Ásia, Cazaquistão até a Índia central. Já no continente africano o caracal está ausente apenas no Saara central e nas florestas densas da África ocidental.

O lince-do-deserto macho chega a medir até 1,05 m de comprimento com mais uns 30 centímetros de cauda. Já seu peso pode chegar a 20 kg. As fêmeas da espécie são ligeiramente menores. Esse belo carnívoro esguio tem pernas longas e coloração que pode variar de avermelhado, acinzentado a amarelo torrado. Também já se observaram indivíduos totalmente negros. 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Ágeis ao Extremo - Introdução  escrito em quinta 07 maio 2015 20:42

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Ágeis ao Extremo - Introdução

Mapa da distribuição geográfica das espécies de Felídeos mais ágeis do planeta.

 

(A)   Lince-vermelho ou bobcat (Lynx rufus). A espécie se espalha do sul do Canadá até o norte do México, incluindo a maioria dos Estados Unidos.

(B)   Maracajá-mirim ou margaí (Leopardus wiedii). As diferentes subespécies desse habilidoso carnívoro se distribuem do norte do México ao norte da Argentina.

(C)   Caracal ou lince-do-deserto (Caracal caracal). Esse incrível gato é encontrado na África e Ásia Menor.

(D)   Leopardo-nebuloso ou pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa). Essa fera pode ser vista no Nepal, na Índia, no Butão, por grande parte do sudeste asiático até a China. 


A família dos Felídeos que é composta pelos grandes e os pequenos felinos reúne uma grande variedade de espécies e subespécies distribuídas por grande parte do globo; exceto a Antártida, a Austrália, a Ilha de Madagáscar e algumas outras. Contudo, mesmo assim estão entre os mamíferos mais difundidos pelo mundo. Esses incríveis e belos animais são encontrados nos mais variados habitats, suportando climas bem adversos: desde o frio da Sibéria até as matas quentes e úmidas dos trópicos.

A agilidade e a perspicácia com que os felinos agem é algo notável. Uma característica da família em geral. Entretanto alguns poucos gatos vão além, pois se destacam em meio às outras espécies pela excepcional habilidade de caça.

Esse seleto grupo de predadores reúne a “nata” da família Felidae. Bichos capazes de proezas inimagináveis, como apanhar pássaros e morcegos em pleno vôo.

A destreza de se deslocar pelas árvores como verdadeiros mamíferos arborícolas também é outra particularidade desses carnívoros. Assim como fazem os esquilos, certos maracajás das matas sul-americanas conseguem descer dos troncos com a cabeça projetada para frente e não escorregando com dificuldade.  

E do que dizer da acrobacia que alguns gatos adotam na hora de apanhar suas presas se dependurando em galhos com apenas uma das patas traseiras. Também não podemos deixar de mencionar o modo como os linces sobem nos saguaros e se esgueiram por entre os espinhos enormes visando se salvar dos cães de caça. Sem dúvida, sensacional a habilidade desses bichos!

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Rapinantes - Armas Letais  escrito em sábado 02 maio 2015 20:21

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A)     As harpias são as mais fortes aves de rapinas que existem. Suas pernas são tão grossas quanto um punho de um homem, já seus pés são munidos de garras que mais se parecem com adagas. Tal aparato às permitem apanhar e alçar vôo com grandes símios, como os bugios.

B)      As águias-do-mar-de-steller possuem pés “apropriados” para segurar firmemente suas vítimas principais – os peixes. Entre os dedos elas têm calosidades que impedem com que suas presas escapem por mais escorregadios que sejam.

C)      O gavião-carijó tem pernas não tão fortes, mas garras afiadas apropriadas para matar suas pequenas presas.

D)     O gavião-pombo tem um kit mortífero composto por fortes e afiadas garras que permite ao predador atacar com êxito pequenos pássaros e roedores.

E)      O pássaro-secretário com suas pernas longas e pés grandes com garras robustas é um exímio caçador de pequenos roedores e cobras. Nada ortodoxo, seu método de matar assemelha-se a um golpe de bastão.  


As aves de rapina são exímias caçadoras. Se distribuindo pelas mais longínquas zonas do planeta elas caçam as mais diferentes espécies de presas, dos mais variados tamanhos. Conforme o cardápio, os rapinantes têm o arsenal apropriado para se dar bem, em geral, munidos de bicos e garras mortais.

As águias que habitam as florestas tropicais, como as harpias, por exemplo, possuem pernas que se assemelham a punhos humanos de tão fortes que são. Além disso, seus pés possuem garras robustas e afiadas capazes de apanhar grandes primatas e levá-los pelos ares sem maiores esforços. Essas armas mortíferas com 13 cm de comprimento assemelham-se a verdadeiras adagas.

As águias-do-mar ou águias-pesqueiras assim como suas primas das florestas também ostentam um aparato letal para dominar suas presas. Contudo, por consumirem em sua maior parte peixes, elas desenvolveram garras longas e afiadas as quais se parecem com anzóis. Tal armamento quando fisga, dificilmente permite que a presa se solte. Além disso, seus dedos com calosidades servem também para aprisionar os escorregadios peixes sem que eles escapem por mais que se debatam.

Os rapinantes de menor porte, como os falcões e gaviões, têm bico forte e adunco, pernas menos robustas e pés munidos de garras afiadas. Tal arsenal é muito eficiente pra que esses predadores possam apanhar com grande eficácia as pequenas presas de que se alimentam. Dentre suas vítimas mais frequentes estão pequenos roedores, pássaros e pequenos lagartos.

O pássaro-secretário ou serpentário é um assassino nada ortodoxo. Esse curioso rapinante consegue voar, mas prefere passar a vida no solo. Ele se alimenta de ninhadas, pequenos roedores, lagartos e serpentes; inclusive as peçonhentas (daí seu nome). Entretanto, o que chama à atenção é o modo como essa ave captura suas vítimas, pisoteando-as. Com suas grandes pernas os serpentários perscrutam o terreno a procura de presas e as encontrando eles as matam com vigorosos golpes, graças a seus pés que se assemelham a porretes.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Rapinantes - Especial / "Tipos" de vôos  escrito em terça 21 abril 2015 14:06

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Rapinantes - Especial / 'Tipos' de vôos

São bem curiosos os “tipos” de vôos que podemos observar entre os rapinantes:

 

A)      O vôo-batido é muito comumente praticado quando a ave precisa ganhar força para alçar vôo. Os urubus quando se lançam no ar partindo de alguma árvore ou poste têm o hábito de bater as asas de forma frenética até ganharem sustentação. Na imagem um urubu-rei (Sarcoramphas papa).

B)       Já no vôo-planado as aves de rapina têm apenas o trabalho de abrir as asas e subir cada vez mais alto no céu ao sabor das correntes térmicas. Tudo isso sem um mínimo de esforço. Na imagem um carcará (Caracara plancus).

C)      O vôo-picado é um tipo clássico comumente praticado por falcões. O falcão-peregrino, por exemplo, é o mestre da modalidade. A espécie chega a incrível marca dos 300 km/h e só de colidir com a presa já a mata. Na imagem um falcão-peregrino (Falco peregrinus).

D)     O vôo-pairado é normalmente feito quando o rapinante foca uma presa a pouca altura do solo. Em geral, esse vôo é usado no instante em que o falcão visualiza algum pequeno roedor em meio à relva. Aí basta ao predador mergulhar em direção ao solo e apanhar a infeliz presa. Na imagem um falcão-quiriquiri (Falco sparverius).


As aves de rapina são fantásticas voadoras. Além de alcançar grandes altitudes, algumas delas arriscam mergulhos a mais de 120 km/h. Qualquer ave tem duas maneiras de voar: batendo as asas ou planando. As aves de rapina possuem músculos de vôo muito fortes que lhes permitem voar carregando presas. Uma águia, por exemplo, é capaz de voar carregando uma presa tão pesada quanto ela própria.

Os principais músculos do vôo estão ligados ao grande osso peitoral. São eles que realizam a maior parte do trabalho para a ave levantar vôo, fazer manobras, pairar ou pousar. Todas as aves possuem ossos ocos, o que as tornam mais leves. Mesmo assim, o esqueleto das aves de rapina é bastante forte. 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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