Home Data de criação : 08/07/08 Última atualização : 14/09/07 14:25 / 214 Artigos publicados

Urso-malaio  escrito em domingo 07 setembro 2014 09:24

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Urso-malaio

O urso-malaio é um voraz devorador de mel. Quando encontra na mata uma colméia ele a destrói por inteiro em busca dos cobiçados favos, nem ao menos se importando com a ferroada das zangadas abelhas. Suas longas e afiadas garras (ver no detalhe) são as responsáveis por destruir tanto os ninhos de abelhas quanto os duros cupinzeiros. A grande língua desse bicho o auxilia na tarefa de lamber os favos e sugar as abelhas e os cupins de que se alimenta (A). Essa espécie de ursídeo é a menor que existe. Sua situação devido à destruição de seu habitat natural e a caça predatória infelizmente não é nada boa; sendo, considerado um bicho em vias de extinção (B)

O urso-malaio (Helarctos malayanus) também chamado de urso-mel ou urso-dos-coqueiros é a menor de todas as espécies de ursídeos. Quando adultos esses ursos de pelagem curta e negra chegam a medir até 1,40 m de comprimento e a pesar, em torno, de 65 kg.

Os filhotes de ursos-malaios são graciosos e brincalhões; por isso, muitas vezes são criados como animal de estimação. Mas, à medida que crescem, tornam-se daninhos e incontroláveis, sendo então mandados para o zoológico. Diferentemente de outros ursos que matam dezenas de pessoas todos os anos, a espécie em questão não é tão perigosa. Contudo, recomenda-se certa prudência!

Um dos alimentos prediletos dos ursos é o mel. Mas em relação a essa preferência nenhum deles ganha do urso-malaio. Quando ele apanha uma colméia com suas longas garras, não se incomoda nem mesmo com as picadas das abelhas e as devora também. Daí ser ele conhecido por urso-mel. Excelente escalador, esse urso não hesita explorar árvores altíssimas em busca de cupins deslocando-se por sobre os galhos com muita agilidade, graças, às solas sem pêlos de seus pés e as suas grandes garras curvas. A espécie também come frutas, insetos, pequenos mamíferos e répteis

O urso-dos-coqueiros é avistado nas selvas do Sudeste Asiático, Sumatra e Bornéu. Assim como tantas outras espécies animais, os ursos-malaios estão criticamente ameaçados por causa da intensa destruição de seu habitat. A tradicional medicina chinesa é também a responsável pela diminuição da espécie, já que as garras e a vesícula biliar desse animal é largamente empregada por ter certos “poderes” de cura de diferentes enfermidades.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

 

 

 

 

 

 

 


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Urso-preguiça  escrito em sábado 30 agosto 2014 12:52

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A imagem acima é uma temeridade: uma ursa investindo com toda a fúria contra um grande macho de tigre-de-bengala, visando defender sua prole (veja no detalhe). Na Índia, os ursos-preguiça estão entre os animais que mais causam acidentes envolvendo vítimas humanas. Esses curiosos ursos perscrutam seu território à cata de cupins e formigas; nesse momento ficam totalmente focados em tal atividade. Míopes, eles têm no olfato e na audição seus sentidos mais aguçados. Ou seja, contra o vento um eventual predador pode se aproximar desse bicho sem ser notado; porém, se o vento estiver favorável, o inimigo pode ser surpreendido pelo urso e ferozmente atacado. Fato que ocorreu no flagra registrado. 

Dentre as várias espécies e subespécies de ursídeos distribuídas pelo globo, uma que nos chama à atenção devido as suas particularidades é o urso-himalaio, também chamado de urso-beiçudo, próquilo e urso-preguiça (Selenarctos thibetanus). Esse curioso animal têm um beiço semelhante ao do tamanduá para abocanhar alimentos que, na Índia, onde vivem, podem encontrar com facilidade: formigas e cupins. Suas garras curvas também são mais afiadas e compridas (com até 8 cm) pelo mesmo bom motivo – dessa maneira, eles conseguem cavar a terra. Além da esquisitice morfológica, essa espécie se destaca em relação aos outros ursos pelo fato de viver em bandos; fora que o macho ajuda a fêmea a criar os filhotes.

Se não parasse por aí, a espécie recebe o nome de preguiça não por acaso: o filhote se agarra aos ombros da mãe e dali só sai quando, com cerca de 6 meses de idade e 10 kg, é expulso do colo pela exausta genitora.

O urso-preguiça pesa cerca de 130 quilos e chega a medir até 1,90 m. Assim como nas demais espécies de ursos, os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas.

Essa espécie de pêlo curto e crespo é ávida por mel. Devido ao seu porte, costuma subir com muita destreza nas árvores; local esse onde “assalta” as colméias sem se importar com as ferroadas das zangadas abelhas. Oportunista, não dispensa nem mesmo carniça.

A distribuição geográfica do urso-beiçudo compreende a Índia, Sri Lanka, Nepal, Butão e Bangladesh. Infelizmente a espécie já faz parte da extensa lista de bichos em vias de extinção, sendo a destruição de seu habitat e a caça predatória (a espécie é alvo do mercado negro de peles e da medicina tradicional chinesa que utiliza sua vesícula biliar) as maiores ameaças para esse belo animal. Sua população atual é estimada entre 6.000 a 11.000 indivíduos. Sabe-se que os próquilos estão entre os animais mais perigosos da Índia, causando várias mortes todos os anos. 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Ursos - Matéria especial / Presa humana  escrito em domingo 24 agosto 2014 13:50

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Ursos - Matéria especial / Presa humana

Na imagem, um urso-pardo kodiak no alto dos seus 3 metros em atitude ameaçadora.

Os ursos são plantígrados, como os seres humanos: quando andam, apoiam no chão toda a superfície inferior das patas, ao contrário de outros animais – como cães, gatos, onças e cavalos – que caminham sobre os dedos. Isso permite que os ursos fiquem em posição ereta, embora raramente andem quando estão em pé. Esses bichões costumam assumir essa postura como forma de intimidar ursos rivais, ou então, quando querem ter uma visão panorâmica de seu território.  

Os ursos apesar de terem um corpo de aspecto atarracado, grotesco e desajeitado estão entre os bichos mais ágeis e velozes. Isso mesmo acredite! Eles são capazes de subir em árvores e de andar como nós, de pé sobre as patas traseiras. Suas pernas curtas não são impecílio para que desenvolvam boa velocidade em pequenas distâncias, sendo capazes de correr a 56 km/h, o que equivale ao desempenho de um cavalo. Portanto, se um urso mal-intencionado decidir atacar uma pessoa, ela certamente estará bem encrencada. Não adianta correr, pois o bicho é muito mais rápido do que você. Então uma tentativa de fazer o predador desistir é feri-lo nos olhos. Se tiver sorte à “presa humana” pode também se jogar no chão e fingir-se de morta, rezando para que o animal a cheire e desista do ataque ou tirar alguma peça de roupa; um calçado, por exemplo, e em fuga deixá-lo no meio do caminho, já que o urso certamente parará para cheirá-lo, ganhando assim minutos preciosos para que escape.

Esses grandes animais têm uma particularidade única: comer tanto carne como vegetais, pois possuem dentes apropriados para mastigar esses dois tipos de alimento. Dependendo da abundância de caça, muitos ursos preferem comer apenas carne, mas comumente a maior parte de sua dieta alimentar consiste em vegetais (grama, relva e frutinhas silvestres). Sendo que o mel é uma iguaria cobiçada por qualquer espécie de ursídeo. Conforme a espécie, os ursos têm um cardápio bem variado: os ursos-pretos apreciam frutos silvestres, mas não desprezam a oportunidade de saborear pequenos mamíferos e guloseimas trazidas por turistas. Já os ursos-pardos gostam mesmo é de peixes e trutas, capturando vez por outra grandes cervos. Mais ao Norte, os ursos-polares, têm predileção por focas. Contudo, de vez em quando predam baleias-belugas que ficam presas nos respiradouros em meio ao mar congelado.

Em épocas de escassez, os ursos podem comer desde moluscos até carcaças. Os machos por serem extremamente territoriais, não suportam a ideia de compartilhar seus domínios com outros ursos, atacando inclusive fêmeas com seus filhotes. Nesses casos, os machos por serem bem maiores e mais fortes que as fêmeas, acabam por expulsá-las e se alimentar de suas crias.

Nos últimos anos vem aumentando os casos de ataque a pessoas nos Estados Unidos tendo-se registrado alguns óbitos. As maiores vítimas são os excursionistas que adentram as florestas em busca de aventura e, surpreendidos, acabam atacados e mortos. Uma regra básica de sobrevivência em regiões onde existam ursos é a de andar em meio à mata fazendo barulho, já que essa simples medida preventiva serve para alertar aos animais sobre sua posição no meio da mata. Ao ouvir as pessoas, os ursos na maior parte dos casos preferem se afastar. O que é fatal é surpreendê-los! Também turistas em parques e reservas ecológicas já foram atacados por ignorarem normas básicas de segurança, como a de recolher o lixo produzido, atraindo ursos-negros que com seu sensível olfato conseguem rastrear o cheiro de restos alimentares à distância. Entretanto, vale ressaltar que pessoas não fazem parte da dieta dos ursos. Infelizmente os casos de ataques registrados poderiam ter sido evitados, se nós, respeitássemos mais os ambientes selvagens. Qualquer urso só ataca e mata caso seja confrontado, perturbado, surpreendido ou atraído com alimentos. Animais enfraquecidos e doentes também podem se tornar perigosos para as pessoas, mas obedecendo as normas de segurança, nossa convivência com esses colossos da natureza tende sempre a ser pacífica.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Ursos - Imagem marcante!  escrito em domingo 17 agosto 2014 11:28

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Os animais são capazes de nos surpreender a cada dia. É o raro caso da amizade entre esse leão-africano (Panthera leo), urso-negro (Ursus americanos) e um tigre-real-de-bengala (Panthera tigris) aí acima! Esses “caras” foram apreendidos de um zoológico particular de um traficante onde eram maltratados e desde pequeninos foram levados para um santuário de vida selvagem na Geórgia, Estados Unidos – conhecido por Arca de Noé. Lá foram feitas algumas tentativas de separá-los, mas sempre que se fazia isso, os animais caiam em profunda depressão. Esse convívio tinha tudo pra dar errado com o passar do tempo, já que tigres e ursos quando crescem são bichos solitários só sendo vistos na companhia de outros da espécie quando estão se acasalando ou com filhotes. Contudo, esses espécimes da imagem pareciam se fortalecer estando juntos, isso desde pequenos; talvez, para suportar as adversidades do cativeiro ao qual eram submetidos. E como “família unida, permanece unida”, os biólogos decidiram deixá-los em paz e mantiveram a convivência que hoje resulta nisso que vemos: bichos extremamente felizes, que parecem completar um ao outro. Sem dúvida, um exemplo a ser seguido pelos próprios seres humanos.

Lindo demais! 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Ursos - Introdução  escrito em domingo 17 agosto 2014 11:14

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Ursos - Introdução

Os ursos são animais fantásticos. Toda a sua corpulência e o andar desajeitado não os impede vez por outra de abater grandes presas – como renas e alces. Porém, o que eles gostam mesmo é de se empanturrar de peixes, complementando a dieta com relva e frutinhas silvestres. A oferta anual de salmões, durante a migração, faz com que os gigantescos ursos-pardos encarem numa boa a corredeira dos gélidos rios e apanhem dezenas de peixes em um só dia. Verdadeiros glutões, os ursos acabam por acumular grossas camadas de gordura ao comerem principalmente as ovas dos salmões. Todo esse peso adicional lhes é fundamental para que suportem o rigoroso inverno enquanto hibernam em seus covis. 

Os ursos sempre despertaram à atenção das pessoas, tanto pela doçura dos filhotes quanto pela ferocidade dos indivíduos adultos -, sendo ao lado de outros grandes carnívoros a sensação nos jardins zoológicos do mundo. Esses mamíferos de porte, de tão adorados, estão presentes na literatura, nos desenhos animados e nas prateleiras dos quartos das crianças. As várias espécies de ursos se distinguem umas das outras pelo tamanho, coloração, hábitat natural e modo de vida. O gigante da família é o urso-polar (Ursus maritimus), que é considerado pelos zoólogos “o maior carnívoro terrestre”, muito embora a espécie passe grande parte da vida não em terra, mas na água ou sob o oceano glacial congelado.

O “título” de grandalhão e de maior carnívoro terrestre cabe, sim, ao imponente urso-pardo-do-Alasca (Ursos arctos) que chega a pesar nada mais nada mens do que 700 quilos e quando em pé atinge uma estatura de quase 3 metros. Esses bichões de força descomunal dão um show à parte todos os anos ao pescarem os ágeis salmões quando estes sobem os rios para desova.

Um ursídeo que se aproxima em demasia das pessoas é o urso-negro (Ursus americanos). Esse belíssimo animal que pode alcançar até 2,20 m de comprimento e pesar 360 kg é comumente visto nos parques e reservas dos Estados Unidos. Tal aproximação dos humanos se deve pelo mau hábito de alguns indivíduos virem até as pessoas em busca de comida ou de restos de alimentos. Contudo, infelizmente, alguns acidentes graves já aconteceram por causa disso. Não sendo incomuns os ataques motivados pela imprudência humana.

Pra quem acha que os ursos só se distribuem pelo hemisfério norte, se enganam! Esses belos animais também sobrevivem nas densas e úmidas florestas tropicais. No Extremo Oriente é encontrado o urso-himalaio (Selenarctos thibetanus), também chamado de urso-preguiça ou urso-beiçudo o qual tem por característica o fato de viver em bandos. Próximo dali, nas matas do Sudeste Asiático, é encontrado o menor dos ursídeos – o urso-malaio (Helarctos malayanus), que alcança 1,2 m de altura e pesa apenas 45 kg.

Já nas elevações dos Andes é encontrado o gracioso urso-de-óculos (Tremarctos ornatos). É o único urso que vive na América do Sul. É uma espécie fundamentalmente herbívora e arborícola, sendo assim chamado devido às manchas claras que apresentam ao redor dos olhos e que se estendem pelo pescoço e pelo peito. 

 

 

 

 

Conheça a partir de agora, através dessa séria de matérias o modo de vida e as particularidades de cada espécie de ursídeo. E, saiba qual é o futuro reservado pra eles.

Boa leitura! 





 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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