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Ágeis ao Extremo - Introdução  escrito em quinta 07 maio 2015 20:42

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Ágeis ao Extremo - Introdução

Mapa da distribuição geográfica das espécies de Felídeos mais ágeis do planeta.

 

(A)   Lince-vermelho ou bobcat (Lynx rufus). A espécie se espalha do sul do Canadá até o norte do México, incluindo a maioria dos Estados Unidos.

(B)   Maracajá-mirim ou margaí (Leopardus wiedii). As diferentes subespécies desse habilidoso carnívoro se distribuem do norte do México ao norte da Argentina.

(C)   Caracal ou lince-do-deserto (Caracal caracal). Esse incrível gato é encontrado na África e Ásia Menor.

(D)   Leopardo-nebuloso ou pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa). Essa fera pode ser vista no Nepal, na Índia, no Butão, por grande parte do sudeste asiático até a China. 


A família dos Felídeos que é composta pelos grandes e os pequenos felinos reúne uma grande variedade de espécies e subespécies distribuídas por grande parte do globo; exceto a Antártida, a Austrália, a Ilha de Madagáscar e algumas outras. Contudo, mesmo assim estão entre os mamíferos mais difundidos pelo mundo. Esses incríveis e belos animais são encontrados nos mais variados habitats, suportando climas bem adversos: desde o frio da Sibéria até as matas quentes e úmidas dos trópicos.

A agilidade e a perspicácia com que os felinos agem é algo notável. Uma característica da família em geral. Entretanto alguns poucos gatos vão além, pois se destacam em meio às outras espécies pela excepcional habilidade de caça.

Esse seleto grupo de predadores reúne a “nata” da família Felidae. Bichos capazes de proezas inimagináveis, como apanhar pássaros e morcegos em pleno vôo.

A destreza de se deslocar pelas árvores como verdadeiros mamíferos arborícolas também é outra particularidade desses carnívoros. Assim como fazem os esquilos, certos maracajás das matas sul-americanas conseguem descer dos troncos com a cabeça projetada para frente e não escorregando com dificuldade.  

E do que dizer da acrobacia que alguns gatos adotam na hora de apanhar suas presas se dependurando em galhos com apenas uma das patas traseiras. Também não podemos deixar de mencionar o modo como os linces sobem nos saguaros e se esgueiram por entre os espinhos enormes visando se salvar dos cães de caça. Sem dúvida, sensacional a habilidade desses bichos!

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Rapinantes - Armas Letais  escrito em sábado 02 maio 2015 20:21

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Rapinantes - Armas Letais

A)     As harpias são as mais fortes aves de rapinas que existem. Suas pernas são tão grossas quanto um punho de um homem, já seus pés são munidos de garras que mais se parecem com adagas. Tal aparato às permitem apanhar e alçar vôo com grandes símios, como os bugios.

B)      As águias-do-mar-de-steller possuem pés “apropriados” para segurar firmemente suas vítimas principais – os peixes. Entre os dedos elas têm calosidades que impedem com que suas presas escapem por mais escorregadios que sejam.

C)      O gavião-carijó tem pernas não tão fortes, mas garras afiadas apropriadas para matar suas pequenas presas.

D)     O gavião-pombo tem um kit mortífero composto por fortes e afiadas garras que permite ao predador atacar com êxito pequenos pássaros e roedores.

E)      O pássaro-secretário com suas pernas longas e pés grandes com garras robustas é um exímio caçador de pequenos roedores e cobras. Nada ortodoxo, seu método de matar assemelha-se a um golpe de bastão.  


As aves de rapina são exímias caçadoras. Se distribuindo pelas mais longínquas zonas do planeta elas caçam as mais diferentes espécies de presas, dos mais variados tamanhos. Conforme o cardápio, os rapinantes têm o arsenal apropriado para se dar bem, em geral, munidos de bicos e garras mortais.

As águias que habitam as florestas tropicais, como as harpias, por exemplo, possuem pernas que se assemelham a punhos humanos de tão fortes que são. Além disso, seus pés possuem garras robustas e afiadas capazes de apanhar grandes primatas e levá-los pelos ares sem maiores esforços. Essas armas mortíferas com 13 cm de comprimento assemelham-se a verdadeiras adagas.

As águias-do-mar ou águias-pesqueiras assim como suas primas das florestas também ostentam um aparato letal para dominar suas presas. Contudo, por consumirem em sua maior parte peixes, elas desenvolveram garras longas e afiadas as quais se parecem com anzóis. Tal armamento quando fisga, dificilmente permite que a presa se solte. Além disso, seus dedos com calosidades servem também para aprisionar os escorregadios peixes sem que eles escapem por mais que se debatam.

Os rapinantes de menor porte, como os falcões e gaviões, têm bico forte e adunco, pernas menos robustas e pés munidos de garras afiadas. Tal arsenal é muito eficiente pra que esses predadores possam apanhar com grande eficácia as pequenas presas de que se alimentam. Dentre suas vítimas mais frequentes estão pequenos roedores, pássaros e pequenos lagartos.

O pássaro-secretário ou serpentário é um assassino nada ortodoxo. Esse curioso rapinante consegue voar, mas prefere passar a vida no solo. Ele se alimenta de ninhadas, pequenos roedores, lagartos e serpentes; inclusive as peçonhentas (daí seu nome). Entretanto, o que chama à atenção é o modo como essa ave captura suas vítimas, pisoteando-as. Com suas grandes pernas os serpentários perscrutam o terreno a procura de presas e as encontrando eles as matam com vigorosos golpes, graças a seus pés que se assemelham a porretes.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Rapinantes - Especial / "Tipos" de vôos  escrito em terça 21 abril 2015 14:06

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São bem curiosos os “tipos” de vôos que podemos observar entre os rapinantes:

 

A)      O vôo-batido é muito comumente praticado quando a ave precisa ganhar força para alçar vôo. Os urubus quando se lançam no ar partindo de alguma árvore ou poste têm o hábito de bater as asas de forma frenética até ganharem sustentação. Na imagem um urubu-rei (Sarcoramphas papa).

B)       Já no vôo-planado as aves de rapina têm apenas o trabalho de abrir as asas e subir cada vez mais alto no céu ao sabor das correntes térmicas. Tudo isso sem um mínimo de esforço. Na imagem um carcará (Caracara plancus).

C)      O vôo-picado é um tipo clássico comumente praticado por falcões. O falcão-peregrino, por exemplo, é o mestre da modalidade. A espécie chega a incrível marca dos 300 km/h e só de colidir com a presa já a mata. Na imagem um falcão-peregrino (Falco peregrinus).

D)     O vôo-pairado é normalmente feito quando o rapinante foca uma presa a pouca altura do solo. Em geral, esse vôo é usado no instante em que o falcão visualiza algum pequeno roedor em meio à relva. Aí basta ao predador mergulhar em direção ao solo e apanhar a infeliz presa. Na imagem um falcão-quiriquiri (Falco sparverius).


As aves de rapina são fantásticas voadoras. Além de alcançar grandes altitudes, algumas delas arriscam mergulhos a mais de 120 km/h. Qualquer ave tem duas maneiras de voar: batendo as asas ou planando. As aves de rapina possuem músculos de vôo muito fortes que lhes permitem voar carregando presas. Uma águia, por exemplo, é capaz de voar carregando uma presa tão pesada quanto ela própria.

Os principais músculos do vôo estão ligados ao grande osso peitoral. São eles que realizam a maior parte do trabalho para a ave levantar vôo, fazer manobras, pairar ou pousar. Todas as aves possuem ossos ocos, o que as tornam mais leves. Mesmo assim, o esqueleto das aves de rapina é bastante forte. 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Abutres - Seres que vivem da morte? (parte II)  escrito em domingo 12 abril 2015 13:56

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Abutres - Seres que vivem da morte? (parte II)

O condor-andino é uma das maiores aves de rapina existente (A). Nos Andes quando a fome aperta e as carcaças se tornam raras, esse “malandro” resolve o problema precipitando animais desfiladeiro abaixo. O abutre-egípcio é uma ave muito inteligente (B). A espécie adora comer ovos de avestruz e para romper a resistente casca ele utiliza pedras como ferramenta. O abutre-barbudo é dentre os abutres um dos mais agressivos (C). Ele curiosamente consome o que todos os carniceiros desprezam da carcaça – os ossos.

O condor-andino (Vultur gryphus) é a maior ave carniceira da família com uma envergadura de cerca de 3 metros. Em épocas de escassez em que até os necrófagos têm dificuldade em encontrar carcaças, os condores resolvem o problema trapaceando. Isso mesmo! Essas aves atacam guanacos fazendo-os precipitar desfiladeiro abaixo. Daí basta a elas saborear a “carcaça arranjada”.

Outro integrante desse grupo de aves que literalmente se vira pra não passar fome é o abutre-egípcio (Neophron percnopterus). De porte pequeno se comparado a outros representantes da família, o abutre-egípcio tem certa predileção por ovos – especialmente os de avestruz. Entretanto, quando encontra um ninho desprotegido ele tem de improvisar para saborear o conteúdo dos ovos gigantes, já que seu bico frágil não tem a força necessária para romper a dura casca. Inteligente o abutre-egípcio apela então para o uso de ferramentas pegando pedras e atirando-as contra o ovo. Agindo dessa maneira, depois de sucessivas tentativas ele logra êxito e se empanturra após tanta comilança.

E do que dizer do abutre-barbudo ou quebra-ossos (Gypaetus barbatus)? Distribuindo-se pela região montanhosa da Europa esses incríveis abutres consomem da carcaça o que os outros necrófagos desprezam - o esqueleto. Acredite! Eles aguardam que os outros bichos carniceiros limpem o cadáver para então realizarem sua função que é a de dar cabo dos ossos; incluindo os maiores (daí seu curioso nome vulgar de quebra-ossos).

O abutre-real ao se alimentar ingere numa boa os pequenos ossos, já quanto às peças ósseas grandes esse “malandro” dá um jeito de comê-las. A técnica aperfeiçoada pelo abutre para consumir um fêmur, por exemplo, é simples: o pássaro alça vôo segurando firmemente o osso com as pernas. Na sequência dirige-se até algum rochedo no qual arremessa lá do alto o osso que se despedaça por inteiro ao colidir contra a rocha. Por fim cabe ao abutre saborear os ossos esmigalhados sem maiores dificuldades.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Especial - Turbinas detestam urubus  escrito em domingo 05 abril 2015 16:32

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Especial - Turbinas detestam urubus

Os incidentes envolvendo pássaros e aviões sempre ocorreram. Entretanto, nos últimos anos o que tem-se observado é um aumento no número de ocorrências dessa natureza por causa da próximidade de aterros sanitários e aeroportos. O fato é que a ingestão de um grande pássaro pela turbina de um jato comercial pode provocar uma tragédia, pois pode desestabilizar a aeronave e derrubá-la. 

Os urubus são mestres na arte do vôo. Essas aves se valendo das correntes térmicas abrem as asas e sobem em espiral cada vez mais alto nos céus, e detalhe, sem um mínimo de esforço. Ao sobrevoarem alguma carcaça, por vezes, os urubus se concentram em bandos de dezenas de pássaros os quais podem representar sério risco à aviação ainda mais quando próximos de aeroportos.

No Brasil segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), todos os anos são registrados muitos incidentes envolvendo o choque de pássaros e aviões. Segundo mapeamento realizado, mais de 40 aeroportos brasileiros localizam-se próximos à lixões e por isso são considerados problemáticos por causa do crescente registro de acidentes envolvendo pássaros tanto na aviação civil quanto na militar. Para se ter uma idédia até leis já foram sancionadas visando manter as aves distantes em um raio de 20 km dos aeroportos. Dentre os principais espécies causadoras desses prejuízos aeronáuticos no país estão os abutres e os carcarás, porém não são raros os casos envolvendo gaivotas, fragatas, quero-queros, entre outros...

Uma “ingestão” acidental de um pássaro pela turbina de um grande jato pode ser algo terrível, capaz até mesmo de derrubá-lo. Uma única palheta da turbina de um grande avião custa o mesmo que um carro popular, ou seja, qualquer incidente deste tipo é algo que causa enormes prejuízos materiais as empresas aéreas.

Além dos casos em que as aves acabam sugadas para dentro das turbinas, existem também as ocorrências em que elas colidem diretamente contra a fuselagem do avião ficando cravadas na superfície do aparelho. Também já foram relatados acidentes em que gansos destruiram o bico do avião ou que acabaram estatelados no pára-brisa dos mesmos. Sem contar as ocorrências em que pássaros quebraram o vidro da cabine de aeronaves de pequeno porte e chegaram a atingir o pobre do piloto.

Contudo, as mesmas aves que põe em risco o tráfego aéreo são também as responsáveis por assegurar a tranqüilidade das operações de certos aeroportos. Isso mesmo, acredite! Em algumas regiões onde sabe-se haver com freqüência casos de investidas de bandos de pássaros a aviões o que tem-se feito é a prática da falcoaria. Nesses locais os falcões são treinados para manter afastadas quaisquer outras espécies de pássaros que possam representar algum risco as operações de pouso ou decolagem atacando e abatendo aves intrusas. 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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