Home Data de criação : 08/07/08 Última atualização : 14/04/13 16:14 / 208 Artigos publicados

Natureza em pequena escala - Moscas mortais  escrito em domingo 13 abril 2014 15:30

Blog de vidaselvagem :Vida Selvagem, Natureza em pequena escala - Moscas mortais

As moscas são extremamente incômodas e tente matá-las para cessar com a perturbação. Certamente você gastará um pouco de energia para obter êxito em acabar com os irritantes insetos! Isso porque as moscas, graças a seus olhos compostos, têm ótima percepção do ambiente a sua volta e antes mesmo de serem golpeadas elas já alçaram vôo para longe do perigo. Dentre as muitas espécies, algumas se destacam tanto pela dieta quanto pelas moléstias que transmitem.  As mutucas, por exemplo, apreciam, e muito, o sangue de mamíferos e suas picadas se não limpas podem infeccionar (A). Já as temidas tsé-tsés africanas são as responsáveis por propagar a doença-do-sono tanto em animais quanto no próprio homem (B).

As moscas são criaturas nojentas e transmissoras de diversas moléstias, porém são úteis na cadeia alimentar, já que fazem parte da dieta de muitos animais. Elas pertencem à ordem Diptera – o que significa que têm duas asas.

No verão, as moscas incomodam. Mas imagine se todos os animais que as comem, tais como aranhas e pássaros, desaparecessem. Em apenas três meses, uma única fêmea produziria mais de 360 milhões de larvas. A partir daí, imagine o pandemônio que seria?

No globo existem cerca de 250.000 espécies de moscas. Muitas são perigosas pelo simples fato de disseminarem germes ao passar sobre os alimentos. Contudo, existe um pequeno grupo desses insetos que chama à atenção tanto pelo cardápio quanto pelas moléstias que propagam.

As mutucas (Tabanus bovinus) têm má reputação devido aos hábitos alimentares. A fêmea da espécie é sedenta por sangue, tanto de animais quanto do próprio homem. Essas moscas de cerca de 2 cm não transmitem doenças, mas o local onde picam se não for limpo pode infeccionar.

A mais famigerada de todas as moscas é a africana tsé-tsé (Glossina palpalis). Ao picar atrás de sangue a tsé-tsé injeta uma saliva anticoagulante na pele da vítima e junto com a saliva germes da temida doença do sono – fatal para vacas, cavalos e pessoas. Esses insetos de 2 cm de comprimento são abundantes em certas zonas tropicais da África. Os sintomas da doença que transmite são muita exaustão e sonolência.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem


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Natureza em pequena escala - Aranha-cara-de-ogro  escrito em sábado 12 abril 2014 14:46

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A aranha-cara-de-ogro é feia de doer. A espécie é assim chamada por causa de seus dois imensos olhos que se destacam entre os demais, os quais ajudam na tarefa de localizar insetos (A). Quando localiza um alvo, a predadora lança sobre a presa uma rede feita de fios de seda altamente resistente e viscosa que impede que a pobre vítima escape (B).  

No misterioso mundo das aranhas encontramos excêntricas espécies. Muitas constróem complexas teias e aguardam que suas vítimas fiquem presas nos fios pegajosos. Já outras simplesmente saem atrás de suas presas. Porém, existe um seleto grupo de “aranhas espertalhonas” que fazem verdadeiras arapucas para garantir o inseto de cada dia; caso das engenhosas atiradoras-de-rede.

A aranha-cara-de-ogro ou atiradora-de-rede (Dinopis guatemalensis) é uma das mais curiosas espécies de aranhas que existe. Assim como um pescador lança a rede para apanhar peixe, esta aranha joga a teia sobre a presa. A curiosa espécie é encontrada nas florestas tropicais das Américas. Mede de 12 – 30 mm de comprimento e é uma voraz devoradora de insetos. Durante o dia com suas oito pernas bem dobradas sob o corpo, ela parece um raminho de árvore muito bem mimetizado. Contudo, quando à noite cai essa estranha criatura monta sua armadilha: uma teia grossa, grudenta e flexível que segura com as pernas dianteiras.

Depois, pacientemente aguarda!

Se um inseto incauto se aproxima, a aranha-cara-de-ogro joga a teia, envolve-o na viscosidade dos fios e suspende a vítima. Na seqüência injeta um veneno na presa que a paralisa ao mesmo que a liquefaz. Por fim, à predadora saboreia sua refeição. 

 

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem



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Natureza em pequena escala - Centopéias  escrito em sábado 29 março 2014 15:43

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As centopéias têm uma aparência bizarra. Essas ágeis predadoras atuam em meio à escuridão apanhando uma grande variedade de presas, imobilizando-as com veneno inoculado por meio de suas patas modificadas (ver os ferrões, no detalhe). Quando ameaçadas, as lacraias fogem o mais rápido que podem. E o montão de pernas não as impede de ter boa desenvoltura durante a corrida, já que poucas patas tocam o solo a cada passada. Os ferrões das lacraias são intimidadores, mas a ação de seu veneno no organismo humano é insignificante. Entretanto, o mesmo não se pode dizer da mecânica da picada, pois, essa sim, é muito dolorosa! 

O solo das matas tropicais é forrado de vida. No substrato, em meio à grossa camada de matéria vegetal em decomposição, milhares de seres de diferentes formas, hábitos e tamanhos se desenvolvem. Algumas dessas criaturas ocultas só de serem lembradas já causam verdadeiros “arrepios”.

Dentre os mais bizarros seres estão às famigeradas lacraias ou centopéias.

Conforme o nome vulgar, a maioria das centopéias tem mesmo 100 pernas, mas dependendo da espécie e do tamanho elas podem chegar a ter 354 patas. Ao contrário do que se imagina esse montão de pernas não atrapalham essas vorazes predadoras ao correr, pois no ato da corrida as lacraias tocam o solo com apenas 3 patas de cada vez dando-lhes mais agilidade e velocidade. Note também que para cada segmento de seu corpo longilíneo existe um par de patas de cada lado, diferentemente de seus primos – os piolhos-de-cobra -, que têm dois pares de pernas para cada segmento.

As lacraias capturam insetos, aranhas, rãs, lagartixas, roedores e cobras paralisando-os com um veneno inoculado por meio de seus ferrões (através de patas dianteiras modificadas). Contudo, também não desprezam a oportunidade de comerem bichos mortos.

Dentre as muitas espécies de lacraias, uma das mais belas e também perigosas é a centopéia-gigante (Scolopendra gigantea). A espécie encontrada nas florestas da América Central e do Sul chega a atingir 30 cm de comprimento. Sua coloração característica de padrão preto e alaranjado serve de alerta aos seus inimigos de que se trata de um animal perigoso e que por isso deve ser mantido à distância.

Curiosamente as lacraias perscrutam seu habitat sempre à noite, pois detestam o calor do dia. Isso porque podem facilmente secar se expostas à luz. Quando em perigo, mesmo as centopéias grandes podem entrar sem dificuldades em pequenas frestas, graças, a flexibilidade do esqueleto. Já para sair de buracos estreitos, elas se valem das imensas patas traseiras que de tão robustas que são auxiliam-nas na árdua tarefa de sair de ré.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

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Natureza em pequena escala - Abelhas  escrito em quarta 26 fevereiro 2014 17:39

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As abelhas são trabalhadoras incansáveis, capazes de executarem suas tarefas do nascer do Sol até o poente. Dentre seus inúmeros afazeres está a polinização (A). Note, no detalhe, uma abelha-arapuá sobrevoando uma flor de lírio. Ao visitar as plantas e colher o néctar, as abelhas ficam com os pêlos do corpo impregnados de pólen. Sendo assim, ao visitar outra planta e aterrissar sobre a corola de uma flor que seja da mesma espécie, elas involuntariamente realizam a fertilização do vegetal (B).

As formigas sempre foram tidas como símbolo do trabalho, capazes de desempenharem suas tarefas de forma incansável noite e dia. Contudo, no mundo dos pequenos seres existe outro grupo de mini-bichos que pode dividir o pódio com as mesmas – as abelhas!

Existem no globo 20.000 espécies de abelhas, sendo as abelhas européias (Apis mellifera) as mais estudadas. Tôdas as espécies de abelhas, sejam agressivas ou inofensivas, têm complexos meios de comunicação tanto para manter a colônia coesa quanto para encontrar alimento. Esses insetos sociais simplesmente propagam às informações uns aos outros de um jeito bem inusitado ao dançar. Isso mesmo! Quando uma abelha campeira (aquela que é responsável por realizar a busca de alimento) regressa à colméia, ela traz consigo uma amostra da fonte de comida que descobriu e avisa suas parceiras sobre o achado. Se o alimento for abundante o grau de excitação da dança-do-requebrado, como é assim chamada tal forma de expressão, será tão empolgante que conduzirá suas companheiras até lá. Agora caso duas abelhas batedoras encontrem fontes distintas de alimento, aquela cuja dança for mais complexa com um número maior de “requebros” é a que levará a melhor e conduzirá o enxame até o local enquanto que a abelha que dançou com menos empolgação terá o dever de partir em busca de nova e melhor fonte alimentar.

É através dessa “dançinha”, que pode ser desde um círculo para curtas distâncias até um tipo de “8” para percursos acima de 100 metros que a abelha posiciona suas irmãs sobre qual a distância em que o alimento está da colônia, sua quantidade e qual o tipo de comida (já que elas não consomem só néctar, mas também pólen, seiva, água e produtos industrializados). Contudo, não é apenas por meio da dança-do-requebrado que as melíferas expressam as informações, se valendo também de sinais químicos e sons. Entretanto, experimentos científicos comprovaram que a linguagem da dança traz informações mais objetivas e claras sobre as fontes de alimento do que os demais meios de comunicação.

As abelhas formam colméias com 50 a 80 mil membros. Essa sociedade altamente organizada é constituída em sua imensa maioria por abelhas operárias que são as responsáveis por múltiplos trabalhos que vão desde cuidar dos favos até buscar água para refrescar o ninho além, é claro, de protegê-lo. Já os zangões, têm a única função de acasalar com a rainha, nada mais. Essa última, por sua vez, é a que mantém a colméia unida por meio de feromônios, sendo a única abelha fértil e, portanto, responsável pela geração de novas abelhas.

Curiosamente existem no reino das abelhas certas espécies que não constróem grandes ninhos, vivendo solitariamente – são as falsamente temidas mamangavas-de-toco. Esses abelhões, igualmente importantíssimos para a polinização, fazem suas casas em madeira apodrecida tendo sido observados perfurando não só troncos de árvores no meio natural, como também abrigos artificiais criados pelo homem, tais como postes de madeira e mourões de cerca.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

   

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Natureza em pequena escala - Besouros  escrito em terça 21 janeiro 2014 16:26

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Os besouros são criaturas fascinantes! Eles têm o corpo revestido por uma rígida carapaça que protege o inseto durante o vôo e que é capaz de trincar o pára-brisa de automóveis e até mesmo de derrubar ciclistas de tão dura. A “armadura” de certas espécies de escaravelhos é tão forte que chega a suportar o leve pisotear de uma pessoa. Besouro flagrado perscrutando o solo da mata no Parque Ecológico das Fontes do Ipiranga - SP (A). Exemplar gigante encontrado se debatendo de barriga pra cima em meio à areia da Praia do Costão em Peruíbe – SP (B). Linda espécie de besouro conhecida popularmente como vaquinha fotografada em meio à mata atlântica (C).

Existe no reino das pequenas criaturas um grupo seleto de insetos que sobressai aos demais mini-monstros - os intrigantes besouros e escaravelhos. Esses incríveis seres revestidos de rígidas carapaças (os élitros) estão distribuídos pelo mundo todo; exceto às regiões polares. Dentre as incontáveis espécies são encontrados exemplares de diferentes tamanhos, de pequenos a enormes, bioluminescentes, coveiros, serradores de pau, exímios nadadores e até mesmo providos de “cifres”. Isso mesmo! Certos besouros-rinocerontes que habitam as matas tropicais desenvolveram protuberâncias que assemelham-se a cifres os quais são usados pelos machos para se digladiarem na época do acasalamento.

Os escaravelhos também estão presentes na história das civilizações, tendo sido reverenciados no Egito antigo, como símbolo sagrado da abundância com a imagem reproduzida em pedras preciosas e metais.

Voadores noturnos, alguns escaravelhos avantajados – com mais de 10 cm de comprimento -, são capazes de certas façanhas que chegam a ser hilárias se não fossem reais. Durante seu desajeitado vôo sabe-se que eles já trincaram o pára-brisa de automóveis e chegaram até mesmo a derrubar ciclistas. Segundo as vítimas que pedalavam é o mesmo que tomar uma pedrada daquelas que atordoa.

Os besouros têm um cardápio bem eclético. A grande maioria deles é vegetariana se alimentando de folhas, flôres, néctar, pólen, estrume e seiva. A conformação bucal e os longos pêlos gustativos permitem a eles sugar os líquidos das partes mais delicadas e suculentas das plantas. Contudo, outros apreciam, e muito, carne. O besouro-tigre (Cicindela campestris), por exemplo, tanto na fase larval quanto no estágio adulto é um voraz devorador de insetos.  Esses glutões do mundo dos insetos dominam suas presas se valendo do temível par de mandíbulas cruzadas em forma de foice. Espertalhona, a larva da espécie embosca suas vítimas de dentro de um alçapão. Outro besouro que “curte” carne fresca é o ditisco (Dytiscus latissimus) também chamado de besouro-aquático. Remando com suas patas modificadas que age como remos esse estranho inseto apanha de bom grado larvas, insetos e pequenos peixes em meio às águas estagnadas das áreas pantanosas em que vive.

Se as espécies relatadas no parágrafo anterior têm predileção por carne fresca o mesmo não se pode dizer do necrófago ou besouro-coveiro (Necrophorus) . Verdadeiros coveiros em miniatura eles se interessam por aquilo que a grande maioria dos bichos despreza – animais mortos. Ao encontrar pássaros, répteis e roedores que sucumbiram os necrófagos de imediato examinam o cadáver para na seqüência enterrá-lo. Depois de feito o trabalho sujo eles penetram na terra para saborear tranqüilamente a carne em decomposição. Também dentro da terra que se reproduzem.

Certos besouros para assegurar sua sobrevivência “apelam” para as chamadas armas químicas. Alguns alertam seus inimigos ostentando cores vibrantes que por si só já servem de alerta de que se tratam de bichos venenosos, e, portanto, indigestos. Outras espécies não são assim multicoloridas, mas têm o hábito de bombardear seus predadores com jatos de substâncias químicas efervescentes que ao entrar em contato com a pele provoca bolhas ou até mesmo cegueira temporária.

 

 

 

 

 

 

José Henrique Moskoski

Escritor e Pesquisador de Vida Selvagem

 

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